sexta-feira, 24 de julho de 2015

São Francisco de Assis da Entrada da Lua


Francisco é de Assis            
Sua Cidade natal
Que fica na Itália
Europa Ocidental

Lá viveu e cresceu
E formou seu ideal.

Foi um jovem rebelde
Vivendo como plebeu
E até soldado de guerra
A profissão exerceu
Para matar o inimigo
Em defesa do que é seu.

Foi prisioneiro de guerra
E na cadeia até sofreu
Passou muito frio e fome
E na prisão adoeceu
Até que foi socorrido
Pelo pai que o atendeu.

Virou um conquistador
Das meninas do lugar
Se vestia todo elegante
Para as mulheres mostrar
Toda a beleza juvenil
Para as gatas conquistar.

Com toda essa elegância
Andava pela estrada
E um mendigo avistou
Com as vestes estragada
Parou e deu sua roupa
Bonita e toda engomada.

Sentiu ali um chamado
Do divino Espirito Santo
Para socorrer aos pobres
E vesti-los com um manto
Dando-lhes dignidade
E uma vida com encanto.

Foi no armazém do pai
E levou muito tecido
Pegou todo o dinheiro
Com os pobres foi dividido
O pai ficou revoltado
Com o filho atrevido.

Pediu o dinheiro de volta
E os pobres tinham gastado
Já não havia mais jeito
E foi logo ameaçado
De toda herança perder
E ficar sem um trocado.

Ali mesmo no local
Todas as vestes tirou
E o pai decepcionado
Do lugar se retirou
Francisco foi acolhido
E um manto ele ganhou.

Ao renunciar a riqueza
Defendeu a igualdade
Acolheu aos pobres
Desfez-se da propriedade
E dividiu com os humildes
Com amor e caridade.

A partilha era seu lema
Com muita paz e união
E em vez de ódio e discórdia
Que houvesse o perdão
Para elevar a esperança
De um mundo em comunhão.

A fé no Deus verdadeiro
Lhe levou a definição
E o Evangelho em Mateus
A maior inspiração
Que lhes deu mais coragem
De viver com emoção.

Em Mateus tava escrito
Se queres ser perfeito,
Vende todos teus bens,
E dá aos pobres o direito
De ter também um tesouro
Para a vida ter mais efeito.

E assim fascinou os jovens
A viver a penitência
Praticando a renúncia
E exercendo a paciência
Dando-lhes testemunhos
Na prática e convivência .

Trabalho e alegria
Defendia todos irmãos
E a Senhora Pobreza
Recomendava em oração
Para encontrar o amor fraterno
E a praticar união.

O trabalho manual
Exortava com alegria
Na Entrada da Lua, ela é de São Jorge e São Francisco 
Não aceitavam dinheiro
E a produção dividia
Junto aos camponeses
Que com ele convivia.

A espiritualidade
Era sua proteção
Expos o Menino Jesus nu
Como uma provocação
Para mostrar humildade
A caminho da salvação.

E assim foi São Francisco
Em toda sua missão
Reconstruir a Igreja
Como luz e devoção
E compromisso com Deus
Fazendo revolução.

Chamou toda a terra
De Mãe e lugar comum
Pediu que seja cuidada
Sem deixar fora nenhum
Dos seres da natureza
Nem que se faça jejum.

Sua história peregrinou
Saiu pelo o mundo a fora
Ganhando muitos devotos
Todo dia e toda hora
E na Entrada da Lua
Também chegou agora.

A Lua é de São Jorge
Mas a entrada é na rua
Ali no bairro Pici
Bem na Entrada da Lua
São Francisco lá chegou
E adotou como sua.

Veio com Irmão Sol
E chegou iluminado
E viu a Irmã Lua
No Salão muito lotado
E encontrou ali um terreno
De chão muito encharcado.

E a Mãe Terra lugar comum
Trouxe as estrelas nas mãos
Com Irmão sol e irmã lua
Adotou aquele chão
E floresceu a natureza
Assegurando o pão.

O Horto já estava lá
Em um chão bem adubado
Pelas Mulheres do Brilho
O terreno era plantado
Juntando muitas mãos
O plantio era cuidado.

Dezenove de setembro
A ideia é consolidada
Com a pedra fundamental
E a benção foi celebrada
No ano dois mil e onze
A Capela foi começada.

Em homenagem ao Santo
Fixou-se um nome nela
E de Assis a Canindé
Para Lua veio a Capela
Bem juntinho aos pobres
São Francisco é o nome dela.

Juntou homens e mulheres
E ergueram o monumento
Tornando o chão sagrado
Onde já foi bem violento
E passou a acolher fieis
Para paz ser instrumento.

O exemplo Francisco deu,
Revelando a humildade
E por isso veio morar
Nessa Comunidade
Que tanto o acolheu
Leonardo, D. Marina e Lúcia
Na sua simplicidade.

A Capela foi instalada
O Pici é o local
Major Sucupira a rua
Fortaleza a Capital
O Ceará é o Estado
E Brasil o nacional.

O bairro tem história
Como a Área Pastoral
Do Padroeiro Santo Antônio
E um povo fenomenal
São José e Domingo Sávio
Que acolheram por igual.

As histórias comunitárias
Que aqui são contadas
Foi feita pelas mulheres
Que fincavam pé nas estradas
No rumo de Canindé
Com promessas alcançadas.

Jesus Cristo é o espelho
Que nos mostra o caminho
E junto com São Francisco
Fez aqui o seu ninho
Para todos seguir com fé
E a Capela é o cantinho.

Em Roma temos o Bispo
Que é o Papa Francisco
Chegou botando moral
Limpando todo o cisco
Com muita simplicidade
Correndo até o risco.

Esse Papa é verdadeiro
Consolidando a fé
Lúcia e a cultura popular
Honra o nome do Santo
Das Chagas de Canindé
Ou de Assis na Itália
E da Lua que dele já é.

O poema foi um pedido
Feito pela Coordenação
Que organiza a festa
Por isso a arrecadação
É para todas despesas
E o livro, é contribuição.

Para o sucesso desejado
Faça agora a doação
Da melhor forma que seja
Conforme sua situação
Deixando-lhes feliz
Por dentro do coração.

Continue essa história
Que só tende a crescer
Vinda de luta bonita
Que começou acontecer
Na década de oitenta
Em defesa do bem viver.

O que você acaba lê
Não é só coisa passada
É presente aqui e agora
De uma festa continuada
Seja também protagonista
Com Francisco na caminhada.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Museu do Campo em Fortaleza



Li na coluna do Fábio Campos dia 21/06/2015 que o governador Camilo Santana tem intenções de vender o terreno do Parque de Exposição da Secretaria de Agricultura do Estado do Ceará localizado no Bairro São Gerardo, às margens do Riacho Alagadiço. Quero salientar que o dito terreno faz parte da extensão do Projeto inicial do Parque Rachel de Queiroz, onde é definido a construção de lugares de convivência da população com verde, com a natureza e oferecendo equipamentos apropriados para uma vida saudável à população de todo seu entorno.
Diante de tal intenção do Ilustríssimo Sr. Governador Camilo Santana, venho como militante do Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz e educador, propor ao Governo, que destine aquele espaço do Parque de Exposição no Bairro São Gerardo, à construção de um MUSEU DO CAMPO dos Sertões do Ceará, mostrando a história do povo, das etnias com suas belezas e lutas históricas como o Caldeirão e outras. Além de mostrar as culturas que reúnem afrodescendentes, indígenas, ciganos e europeus que constituem o povo dessa terra. Será um Museu instalado nesse ambiente urbano que venha expor o passado e o presente com as novas tecnologias de sobrevivência com o Semiárido para servir de pesquisa, de visitações das Escolas e Universidades, assim como, atração turística, tornando o lado Oeste da Cidade de Fortaleza mais humanizada, mais verde, promovendo o "Bem Viver" na nossa "Casa Comum" (Laudato Si [Louvado seja] Encíclica do Papa Francisco). 
Essa Cidade precisa avançar além dos interesses de mercado, do capital, do consumismo, como diz o Papa Francisco na Encíclica, quando aborda o tema da ecologia no sentido de uma ecologia integral que vai além da ambiental, e se estende de forma mais completa visualizando o Ser, em particular os pobres e estes são bem representados no Oeste de nossa Fortaleza. Apesar dos dois monstros Shops no entorno do terreno.
Compreendendo o urbanismo nessa dimensão humanitária, que vai além dos interesses imobiliários imediatos na busca de lucros, acredito que nosso Governador Camilo como ecologista, abrace essa ideia do Museu do Campo nesse espaço urbano de nossa Capital, em um lugar que tem tudo a ver com a história dessa Cidade, no que diz respeito aos nossos Sertões.
Preservar o verde em nosso planeta, é missão de todos nós.

Leonardo Sampaio
Educador, ambientalista e pedagogo.

De: Eudoro Santana para seu filho Camilo Santana Governador do Ceará, em 05/07/2015.

Camilo
Veja a sugestão do Leonardo. Conheço o Leonardo e concordo com ele, pois você é homem ligado ao campo pela sua história. Você é o Governador do Campo e da Cidade. Examine essa idéia com carinho. Seria a possibilidade da população ter um ambiente permanente e o ano todo para frequentar. Pense nisto.